Tudo o que eu não conheço.

15:42 / Postado por Romário Matos / comentários (0)


"I know that behind this world of appearances, of all differences, the hope is preserved.
In yesterday's dirty cups of coffee is served each morning. But there is a word that does not stand to hear her and not me as.
I believe in everything, but I want you now I love you for your sins, for your body marked by your scars, your crazy for all of my life.
I love your hands, even because of them I do not know what to do from mine.
I love your sad game and your dirty clothes here at home I wash.
I love your happiness outside of yourself, love for your heart and love you to so you could have been, if the tide of circumstances I had not herd in the waters of misunderstanding.
Love you in the hellish hours and the life without time ...
Love for children and future wrinkles.
I love you for your lost dreams and your dreams useless ...
I love your way of life and death, love you for your entrances, exits and flags and love from your feet until you escape.
Love of soul to soul and more than the words, but it is through them that I argue when I say I love you more than the silence of the difficult times
while the love ones. "

Passagem do mundo.

15:24 / Postado por Romário Matos / comentários (0)


Faz muito frio agora. Faz frio dentro de mim. O que antes era instinto de sobrevivência agora teima em não chegar aos meus pulmões. Em mente, dou um passeio pelos meus quintais e chego a sentir o cheiro do mato e da terra. Escorre-me às faces uma humilde lágrima. Dispo-me da esperânca da permanência e aceito que é chegada a hora.
Vêm-me a mente memórias lúcidas, como no dia em que, de fato, aconteceram. Estranho-me ao voltar desse devaneio e não lembrar o nome de minha filha. Paira sobre meu corpo cansado a paz que busquei a vida toda e somada a saudade, apego à minha terra e minha gente, acaba por restar só a tristeza.
A consciência esvaiu-se de mim, enfim. Com os pensamentos atordoados, abro a boca, mas sou traída pela ausência de som. Tudo o que viví até agora, não parece mais que páginas escritas pela metade. Sinto que meus ouvidos também cansaram, agora só sinto o vento frio e uma latência perturbar minhas carnes, enquanto vejo pela janela o sol dar-me adeus, o derradeiro,fecho os olhos.
Junto com a noite, veio uma sensação confortante, abro os olhos. Uma desfocada luz enche meu quarto. Veio junto com o cheiro da chuva que molhava meu telhado, embalada pelo vento Aracatí a castigar fortemente a terra seca do meu terreiro, uma mão que se estendeu diante de mim, e contra os meus instintos, também estendí a minha até tocar na outra. Não por tristeza, deixei cair uma última lágrima, saudosa dessa vida, como uma recompensa a tudo o que eu viví, e deixo-me guiar pela mão que me segura.
Sento-me a cama e meu corpo lá fica, fito pela última vez meus entes queridos, dispeço-me entre seus choros. Ao passo que me afasto, sinto novamente o coração pesar em meu peito, encho-me de alegria e, sem medo, vou em direção da continuidade da vida.
Romário Mattos, com amor,respeito e eterna admiração.

O ocaso de um não-poeta

07:13 / Postado por Romário Matos / comentários (1)


Mais um dia com a cara enfiada nos livros. Os ponteiros do meu relógio avançavam indicando a sucessão das horas. Amigos me chamando ao portão, a parentada toda conversando, o riso alto, isso me dava uma pontinha de inveja, mas nada me ia me tirar de um cálculo estequiométrico.
Ao meio-dia, almocei, no quarto mesmo, não queria me ausentar dos livros e cadernos. Nçao me importava se estavam todos falando da quantidade exagerada das chuvas ultimamente ou que meu irmão dormia enquanto eu estava muito bem acordado. E com os livros fiquei até perceber que todos haviam saído.
É incrível como o silêncio me perturba, me tira o raciocínio. Era cinco e meia da tarde, resolvi ligar o aparelho de som, o céu estava mudando de cor e um laranja muito forte incidiu no meio da sala, pea janela. Dei-me conta que há meses não parava para ver o ocaso.
Foi assim: Um bando de pássaros barulhentos passou em revoada sobre os telhados alheios, pessoas apressadas às ruas, criança voltando da escola, meus livros espalhados no quarto, o som ligado, a solidão e o sol indo iluminar o Japão.

Vida.

16:48 / Postado por Romário Matos / comentários (1)


Porque quando tudo dói, principalmente na alma, recorremos a Ele, e queremos resultado imediato....
...não lembramos,pois, que no começo quem estava ao nosso lado era Ele, e permaneceu lá até que um dia iludimo-nos pelos encantos do mundo. Gostamos do doce do pecado, escolhemos conviver com o medo, a insegurança, a dependência-química, pscicológia,alcoolica- e, audaciosamente, esperamos que Ele ainda estivesse alí.
Precisamos cair, sentir toda a dor, desistir dos sonhos, crêr na desesperança, para dar-nos conta que não há verdade, vitória, paz, senão com Ele por perto. Precisamos perceber a próximidade entre a vida e a morte.
Podemos nos desvirtuar do dia para a noite-e para isso muitos fatores nos ajudam-, mas a volta para a virtude depende exclusivamente de nós. Não desistir não significa tentar várias vezes, mas aceitar a derrota, e crer sempre na vitória e em nós mesmos.
Vale muitíssimo a pena ver esse vídeo, e aprender com ele.

http://www.youtube.com/watch?v=cyheJ480LYA&eurl=http%3A%2F%2Fwww.orkut.com.br%2FFavoriteVideoView.aspx%3Fuid%3D369649961546149918%26ad%3D1241284480&feature=player_embedded

Se poeta fosse.

16:18 / Postado por Romário Matos / comentários (1)


Ai quem me dera, Deus, se eu fosse um poeta.
Minhas madrugadas em claro teriam mais graça.
Não haveria tantos papéis em branco a me encarar.

Me arriscaria nas rimas, das brancas às preciosas,
Abriria os braços e cairia de qualquer penhasco em direção ao desconhecido,
Ao que me espera.

MAs como poeta não sou, outras necessidades gritam meu nome
E preciso agir indo ao encontro do que me espera.
E só nesse abismo, o do desconhecido, posso me arriscar.
Por entre livros e apostilas, mas sempre a esperar
O fim de minha peleja, e o incício de uma nova história.

Bem-me-quer, mal-me-quer

16:05 / Postado por Romário Matos / comentários (1)


Bem-me quer a vida, pois me ensina cada dia a incrível arte de viver.
Mal-me-quer a morte, pois, até agora, nunca me quis ao seu lado.
Bem-me-quer a amizade, pois está sempre me surpreendendo com pessoas maravilhosas.
Mal-me-quer a solidão que tem me visitado frequentemente nesas noites chuvosas.
Bem-me-quer a saudade que, por mais dolorosa que seja, não me deixa esquecer você.
Mal-me-quer o desejo, pois tenta me contentar com a vontade.
Bem-me-quer a dor, pois me mostra que sou humano também.
Mal-me-quer o amor, pois mesmo me fazendo feliz, me tora um bobo...
...e Bem-me-quer o amor, pois mesmo sendo um bobo eu sou feliz.


* Entre bem-me-queres e mal-me-queres, todos nós seguimos, vivendo entre a tristeza e a felicidade buscando um equilíbrio, não tentando livrar-se totalmente da tristeza, mas apenas aproximando-se da felicidade e aprendendo com as duas. Entre tantas coisas boas e outras não tanto assim, conseguimos avançar na sucessão dos dias e fazer disso um grande palco, onde ensaiamos todos os dias o espetáculo da vida.

Não é mentira.

22:27 / Postado por Romário Matos / comentários (1)


Vou começar pedindo desculpa aos leitores desse blog. Vocês que estão acostumados a ler textos feitos por mim, por favor não se assustem, mas é que achei irresistível não postar isso aqui. Observem até onde pode chegar a capacidade humana(acho que daí não passa):

Péeeeeeeeeeeeeeeeeeeeerola.

* "(a questão dizia que a afirmativa era CORRETA, pedia a justificativa somente). "Disconcordo com a questão. Ela não pode ser positiva. Nunca fiz prova que o professor dissesse que era afirmativa uma questão. Deve ser uma pegadinha, tipo do Faustão.