
A música em mim...
...acalma a alma;
suaviza as dores;
adorna os pensamentos,
aquieta o coração.
A música em nós...
...desenha os sorrisos;
acendo os olhares,
acenta as emoções.
A música para mim...
...é brisa
é chuva
e é trovão.
A música pra mim...
...é tudo oque me faz lembrar você,
melodia encantadora que não posso esquecer.
Paula Matos.

Obrigado pelo seu cheiro em meu lençol
Pelas noites que passo acordado a pensar em você e a lembrar de nós dois, obrigado.
Por preencher todos os espaços vazios de mim;
Por fazer meu coração acelerar,
Por me mostrar que é possível amar, obrigado.
Por acreditar tanto em mim
E me tratar tão bem assim, obrigado.
Por me deixar fazer parte da sua vida
E querer dividí-la comigo, estou grato.
Por sorrir pra mim
Por ser forte e frágil assim
Por não me deixar mais sozinho
Por cruzar o meu caminho
Ser meu amigo e meu amor
Por curar a minha dor
Só queria agradecer.
O que mais posso dizer?
Não vivo sem você, amor.

O que a morte vela?
O fim antes do fim;
A saudade dos que se foram;
O perdão que não aconteceu;
A declaração de amor que não foi ouvida;
O arrependimento do mal causado;
O adeus do sorriso, do olhar, do falar...
O que vela a morte?
A espera;
A dor;
O medo;
A solidão.
O que leva à morte?
A doença;
O cansaço;
O pecado.
O que a morte leva?
A VIDA.
Paula Matos.
Porque há muito não me conheço mais;
Porque vc me arranca sorissos;
Porque quando vc segura minha mão, me sinto bem;
Porque não penso em te esquecer;
Porque quando pego no violão, todas as notas são para vc;
Porque quando calados, escuto o que teu coração fala;
Porque é o que eu mais quero, e o que mais temo;
Porque as despedidas são demoradas;
Porque vc está em meus sonhos quando durmo.

O Poeta Zé da Luz, da cidade do Arco na Paraíba, uma vez ouviu dizer que para falar de amor, era preciso escrever correto, segundo manda a gramática, com formalidade.
Ele então resolveu escrever um poema chamado " Ai se sesse " , que aborda o amor de forma tão sutil e respeitadora como dificilmente se ler nos textos mais clássicos da nossa literatura.
Deleitem-se com Zé da Luz e seu " Ai se sesse ":
A se sesse
Se um dia nós se gostasse;
Se um dia nós se queresse;
Se nós dois se impariasse,
Se juntinho nós dois vivesse!
Se juntinho nós dois morasse
Se juntinho nós dois drumisse;
Se juntinho nós dois morresse!
Se pro céu nos assubisse?
Mas porém, se acontecesse
qui São Pêdo não abrisse
as portas do céu e fosse,
te dizê quarqué toulice?
E se eu me arriminasse
e tu cum eu insistisse,
prá qui eu me arrezorvesse
e a minha faca puxasse,
e o buxo do céu furasse?...
Tarveiz qui nós dois ficasse
tarveiz qui nós dois caísse
e o céu furado arriasse
e as virge tôdas fugisse!!!

Socorro, alguém me deu um coração
Quando o meu já nem batia.
Socorro, foi assim, sem esperar
Quando ví, ele já me pertencia.
Agora, às vezes, choro sem querer.
Por vezes até tento esquecer,
Mas, Socorro, eu juro que não queria.
Agora, sem meu coração eu já não vivo.
Nesse louco mundo, tudo agora faz sentido.
Já desisti de entender, não quero mais esquecer.
Agora, Socorro,estou pronto pra viver.
Socorro, agora nada mais eu espero,
Vou usar meu coração: serei feliz
E farei feliz quem, de verdade, eu quero.

Por que eu tenho que sentir isso tudo??? Quando ouço uma música é como se cada acorde entrasse pelo meu peito sem pedir licença e prossegue rumo ao centro do meu corpo.
Quando escrevo sinto o pesar de cada letra e às vezes até me corta.
Dói saber que por tanto tempo evitei as folhas em branco. Não sei o porquê disso tudo. Amar..amo..com que frequência??? Sempre. Devoro todo meu coração quando amo. " Eu amo os abismos as torrentes os desertos. " Eu amo a química e a biologia, eu amo as letras, eu amo os acordes, amo o voar. Sair pela minha janela e ir de encontro aos pássaros lá no alto céu.
Odeio? sim..com menor frequência. Odeio a cegueira humana, odeio a hipocrisia humana, a mentira humana e todas as mazelas. Odeio a fome de quem tem o que comer. Odeio por vezes toda minha capacidade de sentir isso tudo.

