adornada de todas as cores.
Lindo também são teus olhos,
fitando na direção dos amores.

A pena que pesa em meu peito,
Parece poeira do tempo,
Costurando em meus pensamentos,
Passado, futuro e presente.
Quê peso?
Da pena passada?
Quem pensa na pena presente?
Só posso pesar minhas penas,
Com o peso da dor dos ausentes.
Pois somos pesos da mesma medida,
E o peso maior dessa vida,
É perder minhas penas sofridas.
Paula Matos 10/05/2010

A música em mim...
...acalma a alma;
suaviza as dores;
adorna os pensamentos,
aquieta o coração.
A música em nós...
...desenha os sorrisos;
acendo os olhares,
acenta as emoções.
A música para mim...
...é brisa
é chuva
e é trovão.
A música pra mim...
...é tudo oque me faz lembrar você,
melodia encantadora que não posso esquecer.
Paula Matos.

Obrigado pelo seu cheiro em meu lençol
Pelas noites que passo acordado a pensar em você e a lembrar de nós dois, obrigado.
Por preencher todos os espaços vazios de mim;
Por fazer meu coração acelerar,
Por me mostrar que é possível amar, obrigado.
Por acreditar tanto em mim
E me tratar tão bem assim, obrigado.
Por me deixar fazer parte da sua vida
E querer dividí-la comigo, estou grato.
Por sorrir pra mim
Por ser forte e frágil assim
Por não me deixar mais sozinho
Por cruzar o meu caminho
Ser meu amigo e meu amor
Por curar a minha dor
Só queria agradecer.
O que mais posso dizer?
Não vivo sem você, amor.

O que a morte vela?
O fim antes do fim;
A saudade dos que se foram;
O perdão que não aconteceu;
A declaração de amor que não foi ouvida;
O arrependimento do mal causado;
O adeus do sorriso, do olhar, do falar...
O que vela a morte?
A espera;
A dor;
O medo;
A solidão.
O que leva à morte?
A doença;
O cansaço;
O pecado.
O que a morte leva?
A VIDA.
Paula Matos.

O Poeta Zé da Luz, da cidade do Arco na Paraíba, uma vez ouviu dizer que para falar de amor, era preciso escrever correto, segundo manda a gramática, com formalidade.
Ele então resolveu escrever um poema chamado " Ai se sesse " , que aborda o amor de forma tão sutil e respeitadora como dificilmente se ler nos textos mais clássicos da nossa literatura.
Deleitem-se com Zé da Luz e seu " Ai se sesse ":
A se sesse
Se um dia nós se gostasse;
Se um dia nós se queresse;
Se nós dois se impariasse,
Se juntinho nós dois vivesse!
Se juntinho nós dois morasse
Se juntinho nós dois drumisse;
Se juntinho nós dois morresse!
Se pro céu nos assubisse?
Mas porém, se acontecesse
qui São Pêdo não abrisse
as portas do céu e fosse,
te dizê quarqué toulice?
E se eu me arriminasse
e tu cum eu insistisse,
prá qui eu me arrezorvesse
e a minha faca puxasse,
e o buxo do céu furasse?...
Tarveiz qui nós dois ficasse
tarveiz qui nós dois caísse
e o céu furado arriasse
e as virge tôdas fugisse!!!